O que é
Para que serve
Benefícios
Universo de atuação
Conhecendo Espaço   subutilizado
Identificando
  profissionais do setor
Diversificando atividades
Mobilizando proprietarios
Mobilizando agricultores
Divulgando atividades
Obtendo Informações   de pretendentes
Avaliando ofertas
Avaliando propostas
Recebendo pretendentes
Arrancada inicial
Crescimento das lavouras   comerciais
Impacto econômico
Participação de parceiros
  e arrendatários
Popularizando parcerias e   arrendamentos
Exemplo de Uberaba
  para o Brasil
Virou programa do
  Ministério da Agricultura
Para funcionários
Para acionistas
Para clientes
Na ANABB
O programa
Objetivos
Consocios ou Condomínios
  de produtores rurais
Qual a diferença
Características relevantes
Decreto governamental
O que são
Como funcionam
Qual a diferença
Participantes
Normas da parceria
Obrigações dos parceiros
Outras parcerias
Extinção dos contratos de   parceria
Distratos
Normas do arrendamento
Obrigações dos arrendantes
Casos de despejo
Extinção dos contratos de   arrendamento
Prazos dos contratos
Imposto de renda
Escolher
atividades que
serão priorizadas
 
Os pecuaristas que, por exemplo, produzem leite, não se dedicam, em sua maioria, a outras atividades rurais. Muitos sequer plantam milho para o próprio consumo da fazenda. Como a atividade leiteira é conduzida sob condições cíclicas, nas quais em determinada época há escassez de pastos e é necessária a suplementação alimentar dos bovinos, o produtor é impelido a adquirir ração balanceada industrializada, cuja composição tem pelo menos 70% de milho. O dispêndio de recursos financeiros para aquisição de um produto que poderia estar sendo cultivado no local debilita a própria atividade e concorre para a sangria da economia do município.

O ideal seria que estes profissionais, além de produzirem o milho, conseguindo compor na própria fazenda parte substancial do arraçoamento do plantel, mantivessem paralelamente à produção leiteira, outras atividades como criação de pequenos animais, horticultura ou fruticultura, ou até mesmo a recria confinada de bezerros. Desta forma, a atividade leiteira, que é caracterizada pela instabilidade, poderia ser complementada com recursos vindos de outros produtos.

Outros bovinocultores que se dedicam à criação, recriação e engorda extensivas, deveriam introduzir culturas anuais de produção de grãos nas suas propriedades, com objetivo de renovarem as pastagens e conseguirem outras fontes de rendimento. O que se vê normalmente são pastagens, naturais ou artificiais, invadidas por ervas daninhas e arbustos indesejáveis, infestadas de formigas e cupins, perdendo progressivamente sua capacidade de apascentamento, sem que seus proprietários promovam sua recuperação por falta de equipamentos ou de recursos, ou de ambos.

Uma cultura que deve merecer especial atenção, em todo e qualquer lugar, é a lavoura de milho. Com a produção deste cereal, em áreas de todos os portes, consegue-se introduzir o verdadeiro milagre da multiplicação dos alimentos. Tanto é assim que se pode notar que em uma propriedade rural onde se cultiva lavoura de milho, mesmo que só para consumo próprio, existe fartura. Ampliando-se a sua produção para escala comercial, o município se tornará apto para a introdução da avicultura e da suinocultura profissional. E muito mais agroindústrias poderão surgir como fábricas de farinha, fubá e rações.

A exploração racional de pequenas áreas irrigáveis, de várzeas não necessariamente úmidas, pode ser uma excelente alternativa para se conseguir a manutenção de inúmeras famílias no meio rural. A horticultura pode ser trabalhada em pequenos módulos, exigindo baixos investimentos e aproveitando adubo orgânico obtido do gado das próprias fazendas. Alem de tornar proveitosas glebas de terras desprezadas, absorve grande contigente de trabalhadores e pode melhorar consideravelmente a alimentação da população urbana com produtos de boa qualidade e a preços acessíveis.

A piscicultura é outro empreendimento rural plenamente exequível em açudes e represas de pequeno porte, que viabiliza a união do útil ao agradável, proporcionando alimentação protéica farta e lazer. Além de tudo isto, os lagos utilizados, de qualquer tamanho, embelezam o ambiente onde estão instalados.

Outra atividade que tem as virtudes de ornamentar a propriedade rural, reconstituir o meio ambiente, abrigar a fauna e prover com madeira os empreendimentos agropecuários é o reflorestamento. Utilizando áreas de encostas, não mecanizáveis, sujeitas a degradação ou em processo de erosão, pode-se criar recintos agradáveis, decorativos, de sombreamento para o gado. O reflorestamento tem ainda outra vantagem que é a de permitir a exploração da apicultura em escala comercial.

Outros empreendimentos produtivos para o meio rural poderão ser detectados através do conhecimento pormenorizado das características climáticas, topográficas e da distribuição fundiária das propriedades. Para obtê-los deve-se recorrer empresas agronômicas publicas e privadas que atuam na região. Muitas vezes um empreendimento supostamente impróprio para determinado local, pode ser introduzido desde que observados requisitos para sua adaptação.
Desenvolver
empreendimentos
comerciais
 
Quanto às lavouras comerciais, como a soja, são necessários conhecimentos profissionais e recursos motomecânicos e financeiros para que se possa implantá-las, requisitos que não inviabilizam sua introdução em áreas onde estas culturas ainda não se tornaram expressivas.

Este tipo de empreendimento exige principalmente boa topografia para sua plena mecanização, condições físicas do solo que permitam sua estruturação e regime de chuvas que satisfaça as exigências das plantas.

Em todo o caso é necessário que se examine as variedades que possivelmente já estejam sendo cultivadas ou introduzidas nestas localidades, pois existem no mercado produtos adaptáveis praticamente à maioria das regiões brasileiras.
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