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ARRENDAMENTO
E PARCERIA
PROFISSIONALISMO
FIQUE POR DENTRO
AGRICULTOR PROFISSIONAL
SAIBA COMO ELE ATUA
13/02//2004
O agricultor profissional
independe de ter a propriedade da terra para a execução de seus
empreendimentos. O seu trabalho pode ser realizado tanto em áreas próprias
como de terceiros - através de arrendamentos ou parcerias - mantendo
sempre o mesmo desempenho. Cultivando lavouras mecanizadas e tecnificadas, com
objetivos comerciais, este empreendedor direciona seus investimentos para máquinas,
equipamentos e insumos, sempre com intuito de ampliar a produtividade.
O lavourista profissional
em sua maioria, por formação familiar, reúne ótimos
conhecimentos sobre a atividade que desenvolve. No entanto, os que não
descendem de agricultores obtiveram aprendizado por meio de especialização
acadêmica e convivência prática com o meio. Em ambos os casos,
estão frequentemente aprimorando seu trabalho no contato com a pesquisa
privada e oficial.
O tamanho da área
cultivada não é um fator que interfere no maior ou menor grau
de profissionalização deste agricultor. Este empreendedor trata
de sua atividade como um negócio que exige constantes investimentos,
examina com seriedade a relação custo/benefício e planeja
a atividade, a médio e a longo prazos, como um empresário produtivo.
Mantem-se atualizado quanto ao mercado dos produtos que utiliza e comercializa.
Para ele, a terra
- própria ou de terceiros - é fundamentalmente um instrumento
de produção e não de aplicação de capital
ou especulação. Esta é a principal característica
que distingue o agricultor profissional do produtor rural não especializado,
que se preocupa em investir prioritariamente na aquisição de terras
e não em tecnologia para obtenção de produtividade.
Agricultor profissional
ao contratar arrendamento de terras só o faz com prazos de duração
e condições de pagamento compatíveis com o empreendimento
que executa, de tal forma que obtenha retorno financeiro que proporcione capacidade
de reinvestimento na atividade e a manutenção familiar. Neste
sentido, o profissionalismo do agricultor está interferindo beneficamente
no comportamento do pecuarista, proprietário de terras. Como a agricultura
comercial e tecnificada não permite contratos de pouca duração
que objetivam supostamente a reforma de pastagens degradadas, pecuaristas estão
adotando arrendamentos e parcerias para se tornarem produtores de grãos
profissionalmente, com objetivo de obter renda diversificada da bovinocultura.
Profissionalismo
de ambas as partes
Com este procedimento, proprietários rurais que desconheciam as exigências
físicas e minerais para tornar o solo produtivo, e costumavam propor
contratos com prazos de duração insuficientes para a execução
dos trabalhos de construção ou melhoramento da terra, supondo
que simples limpezas tornariam suas glebas produtivas, estão deixando
de lado a pressa para retornar suas áreas ao pastorejo de bovinos e estão
se tornando também produtores de grãos.
Por outro lado, arrendatários e parceiros que iam executar empreendimentos
sem o necessário profissionalismo, assumindo com facilidade contratos
de pequena duração, estão deixando de fazê-lo e ambas
as partes estão se profissionalizando.
A ocupação
produtiva de parte das terras do Brasil central está sendo realizada
por agricultores profissionais originários principalmente dos estados
do Sul do país e do interior paulista. O estabelecimento destes profissionais
na região introduziu modificações profundas e benéficas
na relação do uso da terra. E está promovendo uma verdadeira
rovolução agrícola.
José
Humberto Guimarães
Coordenador Nacional da Bolsa de Parcerias e Arrendamento de Terras
Giselle Tomé
Assessoria de Imprensa
Jornalista responsável
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