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BOLSA DE ARRENDAMENTO DE TERRAS




O QUE É

A Bolsa de Parcerias e Arrendamento de Terras é instituição de caráter privado e tem sua origem no município de Uberaba, onde começou a funcionar em 1985.

Realiza, através dos instrumentos do arrendamento e da parceria rural, associações de pecuaristas – proprietários de terras, com lavouristas profissionais desejosos da ampliação de seus empreendimentos.

Desta forma, envolvendo pecuaristas ao processo produtivo de grãos e oportunizando a profissionais agricultores a expansão de suas lavouras sem imobilização de capital na aquisição de terras, viabiliza de forma prática e eficiente à revitalização de áreas degradadas com pastagens, a ampliação da produção e a diversificação das atividades rurais.

Desde a implantação, há dezenove anos, vem disseminando sua proposta por diversos municípios do país e foi programa do Branco do Brasil e do Ministério da Agricultura. Acoplou suas ações ao Centro de Estudos Agrícolas da Fundação Getúlio Vargas, com o qual elaborou para o Banco Mundial plano de acesso a terra para pequenos produtores via condomínios rurais. Junto à iniciativa privada tem instalado várias Bolsas por diversas regiões brasileiras. Em Uberaba, promovendo a expansão das lavouras de soja e milho conseguiu elevar a área plantada destas culturas de 20 mil para 140 mil hectares, um acréscimo de 600 por cento. Estende sua ações pelo Triângulo Mineiro, especialmente no Pontal – região de Ituiutaba e na região do Prata. Desenvolve programa no Centro Oeste Goiano, Sudoeste da Bahia, no Tocantins, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

O QUE FAZ

Oferece informações sobre o que são, como funcionam e como se organizam arrendamentos e parcerias rurais, instrumentando maneiras de praticá-las e as formas de contratá-las;

Dissemina conhecimentos sobre a utilização dos instrumentos do arrendamento e das parcerias rurais como práticas de ocupação econômica da terra e mecanismos de desenvolvimento dos municípios interioranos;

Introduz a cultura do uso do arrendamento e das parcerias rurais como mecanismos de desenvolvimento, empregáveis como ferramentas eficientes e desburocratizadas de uso econômico da terra, com vistas à ampliação da produção de alimentos, da criação de empregos, da multiplicação de oportunidades e da geração de renda.

Opera e sistematiza registros de pretendentes - proprietários de terras e agricultores profissionais, cadastrando-os e identificando os potenciais candidatos ao programa, armazenando, cruzando, selecionando e disponibilizando os dados para associá-los;

Aproxima proprietários de terras de agricultores profissionais interessados na execução de lavouras em regime de arrendamento, assessorando-os na formulação do negócio e assessorando-os na elaboração dos contratos;

Expõe as funções do programa de arrendamento de terras para instalação, expansão e solidificação de culturas comerciais de grãos, no sentido de que estes instrumentos de uso econômico da terra sejam assimilados e praticados por proprietários de terras e lavouristas profissionais;

Demonstra para pecuaristas, proprietários de terras, a viabilidade da instalação de lavouras em suas fazendas, introduzindo-os ao processo produtivo de grãos sem que tenham que investir financeiramente na compra de máquinas e contrair empréstimos para custeio agrícola;

Evidencia para agricultores profissionais, proprietários de frota de máquinas, a possibilidade da expansão de lavouras em áreas de terceiros, viabilizando a ampliação dos empreendimentos sem que tenham que imobilizar capital na compra de terras;

Analisa o mercado de arrendamento de terras no país e seu processo evolutivo;

Conscientiza lideranças e empreendedores quanto à importância da expansão das atividades agrícolas tecnificadas e comerciais por meio do programa Bolsa de Parcerias e Arrendamento de Terras.


ONDE FUNCIONA

A partir da região de Uberaba, local onde foi implementado, o programa focou sua atuação em zonas com predominância da pecuária bovina que dispõe de terras aptas e bem localizadas para produção de grãos.

Com extensas áreas de pastagens degradadas, deficientes no sustento de animais e na produtividade de leite e carne, a atividade pastoril nestas zonas vêm experimentando declínio acentuado na sua rentabilidade além da depauperação do patrimônio de seus executores, a terra, empobrecendo os próprios pecuaristas e por conseqüência as comunidades onde eles atuam.

Nestas regiões, os pastos, em sua maioria, estão invadidos por ervas daninhas e arbustos indesejáveis, infestados de formigas e cupins e corroídos pela erosão, perdendo progressivamente sua capacidade de apascentamento, sem que os proprietários promovam sua recuperação por falta de máquinas agrícolas ou de aporte monetário, ou mesmo de ambos.

O ideal seria que estes profissionais, além da produção de bezerros, garrotes, bois e leite, passassem a combinar na própria fazenda um regime de integração com a agricultura que lhes propiciasse a um só tempo renda oriunda de outra atividade e revitalização das terras degradadas pelo pastejo contínuo

Contudo, para exploração de lavouras comerciais, como a da soja e do milho, são necessários conhecimentos profissionais, frota de máquinas e recursos financeiros para que se possa implementá-las, reunião de requisitos que os pecuaristas tradicionais, em sua grande maioria, não possuem.

São atraentes, portanto, as propostas de diversificação do empreendimento pastoril integrando-o com a agricultura, garantindo rendimentos financeiros com a produção de grãos e a revitalização destas glebas, obtendo valorização patrimonial. Estas perspectivas é que interferem nos ânimos dos pecuaristas para se associem a agricultores profissionais adotando o programa da Bolsa de Arrendamento.

Por outro lado, em diversas zonas agrícolas tradicionais, especialmente no Sul do país, lavouristas profissionais, portadores de recursos financeiros e frotas de máquinas, estão reprimidos em suas ambições expansionistas por absoluta falta de espaço territorial e buscam em novas regiões áreas agricultáveis nas quais possam ampliar seus empreendimentos.

Pois é aí, mobilizando, aproximando e associando estes empreendedores carentes de parte dos componentes necessários à produção de grãos é que a Bolsa atua.


SOJA
Crescimento da produção e da produtividade em UBERABA-MG




MILHO
Crescimento da produção e da produtividade em UBERABA-MG

Crescimento - lavouras e da arrecadação de ICMS em UBERABA-MG




José Humberto Guimarães

 
 

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