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AGRO-NEGÓCIOS


ARTIGO


O Brasil terá jeito quando houver
pessoas interessadas


Anna Cláudia Berno e José Humberto Guimarães

Fazia muito tempo que a região de Presidente Prudente não vivia momentos tão oportunos em termos de investimentos no setor de agronegócios. Hoje, o oeste paulista ocupa o terceiro lugar na produção de soja, o quarto, na produção de algodão e caminha para se tornar um dos mais importantes pólos agrícolas do Brasil. Graças ao advento da cultura de grãos, o Pontal do Paranapanema ficou conhecido como uma área em expansão, atraindo investidores e profissionais com capacidade empreendedora, adotando tecnologias e impulsionando o campo.

O arrendamento e a parceria hoje já são instrumentos confiáveis e viáveis para quem tem vocação para fazer da terra um bem produtivo e gerador de riqueza. Por causa destes sistemas conseguimos ampliar a área de plantio da soja, do algodão, do amendoim, da mandioca, entre outras culturas.

A soja veio para o oeste paulista mudando o panorama regional e promovendo a diversificação da agricultura. Além disso, estamos conseguindo manter a pecuária e, até mesmo, melhorá-la através da integração pecuária- agricultura. Em uma região onde a terra é a maior fonte de riqueza é comum surgir situações de disputa. As invasões que estamos assistindo nos últimos dias por movimentos ligados aos sem-terra são problemas reais que devem ser solucionados e, não, camuflados. E nem temos interesse nisto. Queremos uma sociedade mais justa.

Mas a dificuldade maior está quando o diálogo não acontece. Em um primeiro momento, os sem-terra falaram que participariam de uma reunião que foi promovida na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Presidente Prudente, no dia 3 deste mês, reunindo Estado, União e fazendeiros. Depois, se posicionaram contrário ao encontro. Movimentos sociais lutam por soluções e não por conflitos.

O desenvolvimento regional é uma possibilidade real e concreta, o crescimento das lavouras confirmam isto. Quem quer buscar uma saída para conflitos não fica na ideologia e sim, na força do trabalho. Somente com trabalho geramos riqueza e empregos. O Brasil sempre terá jeito quando houver pessoas interessadas realmente em traçar alternativas.

Confiamos que a Justiça não deixará que esta região que vem caminhando sentido ao desenvolvimento socioeconômico se perca por causa de ações políticas e ideológicas. Queremos terra para todos: sejam pequenos, médios ou grandes produtores. Não queremos desigualdades, pois estas só trazem pobreza para uma região tão rica e com espaço para que muitas famílias produzam e criem seus filhos. Queremos campos verdes. Queremos desenvolvimento e paz.


Anna Cláudia Berno, coordenadora regional, e José Humberto Guimarães, idealizador, são da
Bolsa de Parcerias e Arrendamento de Terras do Oeste Paulista.

 
 

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